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Live Pa ou Dead Pa

Qual é a melhor maneira de se apresentar “ao vivo” com um set pronto ou criado no calor da balada?

Definição de Live Pa:

“Apresentação de um ou mais artistas com músicas de própria autoria, com a performance ou não de músicos ao vivo”

Com essa definição mesmo se o artista apenas apertar o “play” em um cd de 60 minutos e ficar dançando ou coisa parecida, isso já vai ser considerado Live Pa.

Nas minhas primeiras apresentações no formato Live, eu tocava com o meu “set pronto” (seqüência completa de todas as músicas), naquela época com certeza foi importante para me deixar mais seguro e confiante, mas com o tempo fui deixando a criatividade fluir e comecei a construir os meus sets ao vivo.

Se no passado pela falta de ferramentas ideais isso era aceitável, com o Ableton Live não é mais.

Veja como é diferente a forma com o ” set pronto” ou não:

-Com um set pronto

As músicas já estão dispostas em uma ordem fixa, o maior problema aqui é que o artista fica preso a idéia que ele teve em seu estúdio, se o som estiver mais pesado ou mais rápido ele não vai ter como mudar.

Set pré montado

-Criando o arranjo na hora

Desta forma o artista pode criar a seqüência na hora, alem de poder reeditar, criar loops e muito mais isso tudo “ao vivo”.

Set criado na hora na tela de cenas

Assista esse vídeo para ver melhor a diferença entre os dois modos:

No blog http://www.deadact.com você encontra dezenas de exemplos de artistas que fingem que estão tocando quando na verdade não estão fazendo nada. Incrível que a maioria esmagadora dos vídeos no site é de festas brasileiras!! O publico brasileiro merece mais respeito ou não?

Segue duas perolas retirada do Deadact.com:

Headroom e Protoculture @ Universo Paralello

Eskimo é o rei das coreografias e afins

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20 Comments »

  • Marcos disse:

    Ilan,

    Acho a maneira que vc trata o “DeadPa” muito relativo.
    E se o cara tiver as faixas mixadas, e estiver tocando algum tipo de instrumento ? Exemplo Bateria, ou Guitarra?
    Como ele se concentra nas Warps e cria sequencias na hora ? Fica um pouco Dificil né…

    Abraço

    Marcos

  • DJ ERIC FOXX disse:

    http://bit.ly/uKkG8 ,o wanna be DJ jesus Luz fingindo que esta tocando. A mixagen esta pronta,pregravada no pc. Veja.

  • André disse:

    Deadact mesmo, o cara não faz nada, não toca e deixa o som rolando e fica fazendo macaquisse como no video. Não acho que isso veio a agregar nada na cena, pelo contrario, esta acabando com anos de batalha no trabalho dos DJs de verdade. Para que Ableton para deixar tocando sozinho, usa um CD gravado, Sound Forge, Midiaplayer, winamp, qualquer coisa toca, até minha vó toca com set pronto, reflitam sobre isso!!!!

  • César Munhoz disse:

    Essa questão vai ser atual pra sempre. Nunca deve ser esquecida. O que o público quer ver? O que nós como músicos devemos oferecer? O que é tocar ao vivo?
    Certa vez um amigo me disse que me achava muito “parado” durante uma apresentação, disse que eu ficava com a cara vidrada na tela do computador. Entendo o questionamento dele, afinal, a figura do DJ e do produtor ao vivo mais difundida hoje é a do cara que dança, pula, entretém, se comunica com o público, e faz sentido. Eu gosto de ver um cara assim, como o Claudinho, por exemplo. A diferença é que o Claudinho não faz “só macaquice”. Ele toca as coisaradas dele ao vivo, canta, enfim. É som ao vivo. É um live propriamente dito. Enquanto ouvia a crítica do meu amigo, pensava “Ué, a proposta não é justamente fazer uma [apresentação musical] ao vivo? Bom, eu tava vidrado na tela porque estava tocando ao vivo, manipulando samples na hora, registrando um som do ambiente, criando melodias com os sintetizadores na hora…”
    Outra coisa que eu gostaria de lembrar é o fato de que quando você toca ao vivo de verdade, assume o risco de algo dar “errado” ou, pelo menos, de soar estranho a princípio. É algo que assimilo nas minhas apresentações. Sou super a favor de ver o artista demonstrando ao vivo como funciona seu processo criativo. Tocar ao vivo pra mim é isso: expor o teu processo criativo ao vivo, sem rede de proteção.

  • Rodrigo "Flanker" Santiago disse:

    Já ví Dj muito Dj com um set prontinho nas CDJ fingindo estar tocando, fazendo caras e bocas e girando os botões do mixer (no canal que estava abaixado). Bizarrices assim sempre acontecem e sempre acontecerão.
    Sou terminantemente contra sets previamente mixados. Sou defensor do bom e velho Dj set desde que bem feito e acima de tudo com autenticidade.
    Produzo há uns 8 anos e 90% do meu Dj set é composto por faixas próprias e de amigos meus que me enviam as tracks.
    No mesmo site citado pelo Ilan tem uma foto bizarra do JUSTICE com os cabos dos controladores todos desplugados e eles com cara de chapados fingindo que estão tocando.
    Tem uma camiseta promocional muito engraçada nesse mesmo site com a frase ‘Look mum, no hands !!!”
    Que diferença teria de se escutar um Dj set na sua sala ou em um club se os dois estivessem previamente mixados?
    Se for pra chegar em um club pra escutar set pronto, prefiro comprar o cd do cara, gelar minha cerveja em casa e chamar uns amigos pra um churrasco.
    No caso de o cara ter um set mixado pra sobrar mãos pra tocar guitarra, percussão, baixo ou outro instrumento qualquer, prefiro que ele tenha uma banda á sua disposição. Senão soaria como aqueles cantores de barzinho que colocam o midi daquelas músicas manjadas, tocam meia dúzia de acordes em cima e cantan de qualquer jeito.

    Leia no site http://www.djmagazine.com.br, na coluna “Camilódromo” o que o Camilo Rocha escreveu sobre o assunto.

  • Rodrigo "Flanker" Santiago disse:

    O link correto para a matéria é este: http://djmag.com.br/189

  • Transdutor disse:

    o dead live tem em tudo quanto é lugar…
    conhecido aki fazia bailes de axé e funk em um clube da cidade… ele falava assim: “eu pego uma sequência de funk e deixo rolar! aí eu fico agitando a galera… ninguem vai saber mesmo… mando levantar a mãozinha pra lá a mãozinha pra cá e eles obedecem e fazem igual, são tudo bando de burro!!!”

    Outro exemplo é minha professora de teclado que foi num casamento e lá na igreja o cara que tava tocando, colocou um disquete midi no teclado yamanha e fingiu que estava tocando… o cara tava ganhando maior grana e ela ficou louca da vida ao saber disso!!!

    Sobre a questão da apresentãção ao vivo, é um dilema: se vc manipula ao vivo, tem que ficar concentrado na tela afinal o processo é puramente visual.
    O que as pessoas querem na verdade é uma apresentação com a mesma energia de uma banda de rock´n´roll! daí vai do artista eletrônico fazer uma coisa ao vivo com mais criatividade para chamar a atenção do público.

    Eu quando toco, abro o live zerado… sem nada!
    Lá eu defino que música começar!
    O legal é que eu canto ao vivo… que nem um mc cantando em cima de uma base.
    E agora vou multiplicar os efeitos no teclado em 1000% (estou vendo um plugin doido aí)… dá pra fazer as performances ao vivo, a manipulação, cantar, olhar para o público e agitar… ufa!! Mas eu preciso melhorar muito mas muito mais!!!

  • AninhaLuvsIt disse:

    Olha, ja vi o Nate, (aka Protoculture) tocar de dentro da cabine e não era dead pa não.
    Estranho, uma vez que ele tocou em muitas edições do UP (e eu acompanhei), inclusive na virada do reveillon, e nunca deixou a desejar…

  • AninhaLuvsIt disse:

    Ah, Esse UP do vídeo é o #7 (2006-2007), eu tava lá (fora da cabine, e na hora não me pareceu dead act não… Acho muito estranho um dj e produtor tão experiente quanto o Nate, fazer esse tipo de coisa, pode ser um euívoca de vcs ou equívoco meu, sei lá…

    Já o Eskimo acho que prefiro nem comentar, quando ele toca eu viro de costas, vou pro chill out, sento no fundo da pista, qualquer coisa desse naipe. Além do cara ser um fanfarrão eu odeio o full on irritante dele.

  • Cleverson Costa disse:

    “Ainda acredito no dj que mixa em vinil, e faz o live com roland, e uma BRB”
    Não tinha enganacao, não havia BPM pronto, vc era mais passivel aos erros.
    E era isso q diferenciava o “joio do trigo”.
    Eternos para mim:
    MK2 – SL1200
    PMX 15
    DJ 70 Roland
    Vinil… – Inclusive beats e breaks e piratinhas da doctor(CWB) e da galeria (SP)
    BigHug

  • [...] A história do Jesus, fez muita gente que nunca ligou para certos “detalhes” (técnica , repertório e etc) começar a se interessar pelo assunto, temos agora a missão de continuar divulgando esse legado, para que cada vez mais pessoas, saibam diferenciar os verdadeiros artistas (existem também DJs celebridades que são muito bons) de falsos DJs e Live Pas. [...]

  • André disse:

    Bem, eu acho isso muito relativo
    Não vejo problema em deixar as faixas pré mixadas SE o cara tiver usando algum synth ao vivo, ou tocando algum instrumento
    até porque Mixar não é fazer Live, já começa a hipocrisia por ai…
    Eu particularmente acho + legal não usar as faixas pré mixadas pois se todas já estiverem assim fica dificil de improvisar, mas isso não torna a apresentação menos Live.

  • Joni César disse:

    Vou dar uma contribuição aqui. Sou jornalista, tenho 42 anos, mas também sou músico. Toco e canto, inclusive sou cantor lírico. (mas isso não vem ao caso). Toquei muito tempo na noite e hoje, por escolha, não o faço mais. Eu, particularmente, sou totalmente contra apresentar um trabalho pronto. Se você é um DJ, tudo certo que vc possa contar com tecnologia e facilidades. Concordo plenamente. Mas discordo veemente quando vejo um trabalho já finalizado sendo apresentado como improviso. É uma pena e é um afronto ao pessoal que está escutando. Vou dar outro exemplo e isso é o que mais me dói. Os músicos atualmente, com raras exceções, tocam tudo com midi (eu particularmente já toquei, mas para ensaiar).

  • Joni César disse:

    ). Tem alguns que chegam inclusive a gravar, depois de sampleados os midis, mais uma guitarra, então ele “enrrola” ou complementa com seu instrumento em mãos. Isso é terrível, um verdadeiro desnível na qualidade de apresentação, do seu dom artístico. Ah, mas vcs devem estar se pergutando como eu toco. Vou lhes dizer. Tenho toda aparelhagem que vcs imaginam: baterias eletrônicas, notebook top…seqüenciadores (hardware), mesas importadas, alto falantes da Selenium linha profissional e outros instrumentos. O que faço então….apenas ligo minha bateria eletrônica no note para usar com sampler (BFD 2) e a controle com dois pedais (viradas). E uso dois violões. Um de Nylon (yamaha) e outro de aço. Tudo é feito ao vivo….viradas..violão…sem sequenciamento.

  • Joni César disse:

    Vou lhes dizer um coisa: Quando toco e me convidam..me apresento para um público que entende algo ou na melhor das hipóteses tenta entender. Esse público não é o mesmo que assiste a uma pessoa com disquete implantado em um Cassio….ou na melhor das hipóteses um bom Roland. Inclusive, o bom público que admira a música ao vivo, possui certa bagagem cultural. Só pra complementar, e isto é minha opinião, gosto de ver erros ao vivo sim. Acho fenonemal quando vejo que o músico ou produtor deslizou em algum ponto, nem que seja um "erro" leve. É uma energia muito legal saber que ele suou pra fazer isso, ensaiou, fez com muita vontade e determinação. O errar, neste caso, demonstra nada menos do que ele, o músico, tem o dom, tem química, malandragem e esperto, mas é um cara como eu e vc. Tem suas fraquezas, inseguranças, bebe sua cerveja, já sofreu por amor, já amou e não foi amado e vice-versa.

  • Joni César disse:

    Então, voltando ao assunto sobre fazer música ao vivo, parabéns para quem o faz, minha admiração e respeito. Hoje, realmente minha escolha em não tocar mais a noite é em função de que muitos empreendedores preferem pagar pouco, oferecendo um trabalho inadequado ou pronto, enlatado. Quem gosta tudo bem. Mas realmente pra mim que valorizo a garra e determinação, isso é lamentável. Abraços e todos. Prefiro milhões e milhões de vezes ver um músico apenas com seu violão ou acompanhado com uma batera ou um banda inteira do que algo já finalizado.

  • Sychoplasm disse:

    Cleverson Costa

    Concordo plenamente com voce…
    a mixagem sem o uso de digitais é algo muito mais bonito de se ver do que pega um cdj 2000 que praticamente mixa a musica pra ti …ae perde um poco da parte boa de ser dj…
    eu particularmente prefiro o cdj 100s da pioneer que é simples e é o melhor pra c adquirir ouvido.

    assim como no vinil , nem toco no job, conseguindo assim uma melhor mixagem , apenas utilizando o pitch, sem fica pedalando no job , quando ha um erro de bpm..

  • Sychoplasm disse:

    Eu acho muito chato quando aparece nos flyers e demais meios de comunicaçao que um certo individuo fará live ACT…sendo que o individuo para na frente do mixer e apenas clica espaço no laptop (play) e fica pulando que nem uma gasela , pra mim isso nao tem nada de ACT…action pra mim seria um live que se tenha a utilizaçao de Drums num instrumento midi , synths , ou seja… a criaçao da musica no ato …no braço mesmo …antes de c ter essa tecnica, bom eu ja acho mais bacana o cara pega as suas produçoes e toca no cdj mesmo intaum… se ainda nao tem a tecnica de faze a apresentaçao criando a track ao vivo…

    mas faze uns barulho no pc junta uns 5 ,6 samples e dize que produz e sai fazendo Live…ae é sacanagem…

    Headroom é um cara que produz pra caralho…o bichinho tem uma linha massa de produçao , algo diferente, ja tirei varias influencias dele..

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